O começo do El Niño é considerado iminente pela MetSul Meteorologia, com possibilidade de instalação do fenômeno nas próximas semanas. Dados da NOAA, a agência de clima dos Estados Unidos, mostram que as anomalias de temperatura do mar no Pacífico Equatorial já atingiram níveis compatíveis com El Niño pelo método antigo e tradicional de monitoramento, chamado de ONI (Oceanic Niño Index).
As projeções deste mês dos principais modelos climáticos aumentaram o alerta para o risco de um evento excepcionalmente forte de El Niño no segundo semestre deste ano. Se as projeções desses modelos internacionais se confirmarem, há potencial para o El Niño de 2026-2027 ser um dos mais intensos em décadas
Os impactos do fenômeno devem começar ainda neste fim de outono e no começo do inverno, à medida que oceano e atmosfera se acoplam. Inicialmente, os efeitos serão sentidos entre parte do Sul, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, com chuva acima a muito acima da média neste fim de outono entre Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e parte de Santa Catarina, inclusive com risco de inundações.
Segundo avaliação da MetSul, os períodos mais críticos para o Rio Grande do Sul devem ocorrer no segundo semestre deste ano, entre setembro e novembro, e entre abril e maio do próximo ano, com chuva acima a muito acima da média e risco de cheias de rios com inundações e temporais frequentes. Os meses de outubro e novembro deste ano , conforme as projeções de hoje, são de risco muito alto.
A MetSul Meteorologia considera como uma quase certeza que haverá cheias – e até grandes – no Estado e em outras áreas do Sul do Brasil nos próximos meses. No entanto, a real dimensão das inundações depende de outros fatores atmosféricos, além do El Niño, e cujos prognósticos somente podem ser feitos em mais curto prazo.
Fonte: Correio do Povo
Redação: Sulbrasileira
