Três homens denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados, na sexta-feira, 20 de fevereiro, por homicídio qualificado pelo Tribunal do Júri da Comarca de São Luiz Gonzaga. Após mais de 15 horas de julgamento, as penas aplicadas foram de 24 anos e 4 meses, 31 anos e 5 meses e 36 anos e 8 meses de reclusão. E somam mais de 92 anos de reclusão. De acordo com a investigação, os réus se valeram de um adolescente de 15 anos para executar a vítima. Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pelo MPRS.
O crime ocorreu após desdobramentos de um homicídio anterior, no qual o irmão e o sobrinho da vítima haviam sido condenados pelo assassinato do líder do tráfico de drogas da cidade. Sem conseguir retaliar os autores daquele crime, os três condenados decidiram matar a vítima por ela ter acolhido seus familiares após retaliações sofridas.
No dia do fato, o trio corrompeu o adolescente, que se passou por vendedor de frutas para atrair a vítima durante o período de descanso, logo após o meio-dia. O jovem efetuou três disparos de arma de fogo dentro da residência da vítima, causando-lhe morte imediata.
Após o crime, os três homens foram presos, e o adolescente foi apreendido, depois de diligências realizadas pela Brigada Militar e Polícia Civil. Os três réus também respondem por organização criminosa em ação penal decorrente da Operação Madrinha, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS) – Missões e que resultou na prisão de três agentes penais.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Henrique Maciel Knipp, da Promotoria Criminal de Justiça de São Luiz Gonzaga, com apoio do Núcleo de Apoio Ao Júri( NAJ), representado pelo promotor de Justiça Valério Cogo. A denúncia havia sido oferecida pelo promotor de Justiça Fabrício Diesel Perin.
Para o Promotor de Justiça Henrique Maciel Knipp, a decisão reafirma o papel da comunidade no enfrentamento ao crime organizado. “A condenação demonstra a legitimidade e a capacidade da sociedade de São Luiz Gonzaga, por meio dos jurados, de julgar facções criminosas envolvidas em homicídios. O veredito também reconhece o trabalho integrado da Brigada Militar e da Polícia Civil, essencial para elucidar crimes complexos praticados por organizações que atuam para ocultar seus autores”, destacou.
Fonte: MPRS
