Os pomares carregados com maçãs alimentam a expectativa da safra cheia, após dois anos de extremos climáticos. E foi com esse doce sabor em perspectiva que o Rio Grande do Sul deu a largada oficial na colheita da maçã do país. Um dos maiores produtores nacionais e o maior exportador, o Estado realizou a cerimônia de abertura no sábado (7), em Vacaria, em área da Rasip Agro, unidade de negócios da RAR Agro & Indústria.
— Este ano teremos um cenário positivo, depois de safras desafiadoras em razão dos eventos climáticos. Voltaremos ao patamar mais perto da normalidade em questão de produtividade — disse Sergio Martins Barbosa, presidente-executivo da RAR. A projeção é de que o Brasil colha, neste ano, entre 1,05 milhão e 1,15 milhão de toneladas, conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM). O RS deve colher 461 mil toneladas em 2026; Santa Catarina, 542 mil toneladas e o Paraná, 27 mil toneladas.
Na safra do ano passado, o volume produzido no Brasil somou 850 mil toneladas da fruta. Os últimos dois ciclos haviam sido marcados por excesso de chuva e inverno com poucas horas de frio, o que impactou o resultado final. A colheita de agora reflete condições de tempo mais favoráveis, com um inverno mais regular, com frio bem distribuído. Presente da abertura, o secretário adjunto de Agricultura do Estado, Márcio Madalena, enfatizou a importância da sanidade na produção de maçã. E acrescentou que um convênio para o controle biológico da mosca da fruta será firmado com a Embrapa Uva e Vinho. GZH
Cerimônia da abertura nacional foi em unidade da RAR, em Vacaria.